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22/06/17 10:25

EducarMais: Tecnologia Educacional – estratégias para uma aprendizagem de excelência

Em tempos digitais, enxergar a tecnologia como aliada, e não como vilã, é o ponto de partida para uma nova educação.

Estruturalmente, a escola atual não se diferencia daquela do início do século passado. Entretanto, os estudantes de hoje não aprendem da mesma maneira que os do século anterior. Nós, educadores, nos vemos diante da chamada Geração Z, que sucede à Geração Y e compreende as pessoas nascidas entre os anos 1990 e 2010. Essa geração carrega diversas características positivas que a diferencia de outras, tais como: velocidade, senso de urgência e instantaneidade. Um ponto negativo também é muito visível: escassez de paciência.

Há que se considerar que existem variações, mesmo quando se caracterizam pessoas de uma mesma contemporaneidade, dados os diferentes contextos culturais, econômicos e geográficos. Em sua maioria, jovens da Geração Z nasceram em uma era completamente digital, nunca conceberam a ideia do planeta sem computador, chats, telefone celular e redes sociais e têm dificuldades em fazer a distinção entre o mundo on-line e o off-line. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz propiciado pelo desenvolvimento tecnológico. Diferentemente dos seus pais, sentem-se à vontade, por exemplo, quando usam, ao mesmo tempo, a televisão, o smartphone e o tablet e acessam conteúdos dos mais diversos temas e fontes. 

A informação que antes ficava armazenada em uma biblioteca, por exemplo, hoje pode ser encontrada na web em poucos cliques. Pela facilidade de acesso, novas formas de aprendizagem surgem, com conhecimentos sendo construídos coletivamente e compartilhados com todos. Dessa forma, é possível perceber que não há um saber pronto e acabado, mas reorganizações conceituais que consideram diferentes perspectivas. 

"Mais do que adaptar as inovações aos processos escolares, devemos integrá-las ao nosso cotidiano."

Todavia, precisamos ter o entendimento de que informação disponível não significa, necessariamente, informação qualificada. Nesse âmbito, a preocupação que se há não é só com a frivolidade da informação, mas também com o nível de veracidade que ela possui. O caminho para a escola não é implantar a desconfiança, mas sim estimular e desenvolver a visão crítica dos alunos com relação a qualquer fonte de conhecimento, seja livro, revista ou internet.

Promover a aprendizagem do aluno em um ambiente repleto de estímulos, distrações e informações que chegam a nós de forma tão rápida configura-se um desafio ainda maior para o professor. A solução pode partir, inicialmente, de três aspectos: planejamento, foco na pesquisa e no desenvolvimento de projetos e uso das tecnologias. No que diz respeito ao primeiro fator, duas coisas não podem ocorrer: o planejamento sem flexibilidade e a criatividade desorganizada. O segundo aspecto, o foco na pesquisa e no desenvolvimento de projetos, pode garantir que sejam realizadas conexões dos conteúdos com a curiosidade e as necessidades dos alunos. Quanto ao terceiro aspecto, o uso das tecnologias pode trazer dados, imagens e informações de maneira mais atrativa e dialogada com os alunos. Assim, o papel principal do professor, nesse cenário em especial, é orientar o aluno a interpretar esses dados, relacioná-los e contextualizá-los, incitando o desejo de aprender.

Não devemos encarar o uso de tecnologias digitais no cotidiano da escola como a única forma de melhoria do ensino ou de elevação da condição do aprendizado. Nosso trabalho docente trará resultados reais na medida em que soubermos efetivamente fazê-lo. O ponto para reflexão é que podemos fazê-lo melhor com o uso de plataformas digitais. 

Mais do que adaptar as inovações aos processos escolares, devemos integrá-las ao nosso cotidiano por meio de um esforço deliberado para definição e alcance de metas que representem uma mudança de mentalidade e de cultura educacional. A integração das tecnologias digitais precisa ser feita de modo criativo e crítico, respeitando a individualidade dos nossos alunos e desenvolvendo a autonomia e a reflexão de todos os envolvidos.

O contexto social contemporâneo enseja práticas educacionais de natureza mais personalizada e colaborativa. Um projeto que realmente atenda aos estudantes requer que eles, juntos com o professor, possam traçar seu plano de aprendizagem, selecionando recursos que mais se aproximam da sua maneira singular de aprender. As modificações possibilitadas pelas tecnologias digitais requerem novas metodologias de ensino, as quais necessitam de novos suportes pedagógicos, transformando o papel do professor e dos estudantes. O projeto pedagógico da escola que queira contemplar essas questões precisa avaliar como fazer essa integração das tecnologias digitais para que os estudantes do presente possam aprender significativamente em um novo ambiente, que agora abrange o presencial e o virtual.


Fonte: Revista EducarMais.