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16/12/16 10:58

EducarMais: Que rumo tomar para tornar minha escola de alta performance?

Qualidade e comprometimento são dois fatores primordiais para quem demonstra preocupação por estar em primeiro lugar e obter bons resultados.

O  título desse texto traz uma pergunta que, quando respondida, seria o “santo graal” de qualquer escola, mas não podemos chamar de tarefa fácil possuir alta performance sem um conjunto de ferramentas, como pessoas, metodologias e, principalmente, estratégias. Nesse mercado competitivo, viver apenas de propaganda não é o melhor negócio, pois nossa família escolar aposta em resultados, e, na atual comunidade conectada, esse resultado precisa vir rápido. Além disso, toda a engrenagem da escola deve estar coesa e alinhada com o que há de melhor. 

Em primeiro lugar, incito-lhe a buscar seus últimos indicadores escolares, pois estes precisam estar alinhados com seu planejamento. Eles mostrarão a verdade sobre seu sistema, sua metodologia, como também um raio x verdadeiro do atual estado de aprendizagem dos alunos, seu "calcanhar de Aquiles". Tais números nortearão quais rumos devem ser tomados e, principalmente, o que se deve “estrategizar”. Tal termo enlaça definições como: “ativação da consciência crítica coletiva, aliando intuição e razão no enfrentamento do aleatório e sempre com motivo dialógico” ou, uma que gosto bastante: “monitoração crítica dos resultados em processo de refazimento de metas e ações”. Afinal de contas, preocupo-me com os resultados da minha escola ou não? Preciso olhar para o rendimento dos meus alunos e fazer valer a palavra “avaliação formativa” como um princípio de retomada? Ou vou deixar que meu professor avalie, desenhe a nota e passe para o próximo capítulo? 

Ou seja, trabalho contra minhas fraquezas em detrimento do avanço na construção das competências necessárias para meu aluno atingir seus objetivos e manter a escola padronizada a fim de obter, com essa organização, os melhores resultados. 

Uma ferramenta que ajuda no planejamento, principalmente, na escola que não quer sair do seu modelo tradicional, preocupando-se didaticamente em cumprir determinados modelos pedagógicos, é o Plano de Ação. Esse documento, que deve ser elaborado junto ao planejamento tradicional, foi criado com o objetivo estratégico-pedagógico a título de estrategizar conteúdos.

O Plano de Ação é um documento que tem um lead, do Inglês: “guiar, conduzir”. O lead aqui foi criado com o intuito de guiamento do Plano de Ação, formatando-o por meio de perguntas, e estas são feitas levando em consideração respostas embasadas pelos indicadores da sua escola. 

Dessa forma, dois fatores servem como base: 
1 – Os tópicos deficitários demonstrados pelos indicadores escolares; 
2 – Os assuntos de maior incidência no ENEM. 

De posse desses dados, o professor, no preenchimento do documento, responderá aos questionamentos de guiamento, respeitando a seguinte sequência: ação (qual ação desejo desenvolver?); objetivo (qual objetivo desejo alcançar?); envolvidos (quais as séries farão parte do plano?); estratégias (quais estratégias utilizar para aplicar efetivamente os conteúdos que precisam ser retomados?); recursos necessários (quais recursos necessários para pôr o plano em execução?); cronograma (quando inicia essa retomada?) e resultados esperados (o que esperar desse guiamento?). 

Esse plano de ação deve ser anexado ao planejamento do professor, tendo especificadas situações relacionadas com as “retomadas”, “retomadas de indicadores”, “retomada estratégica de simulados” ou qualquer outro parâmetro. De posse desses norteadores, ele conseguirá mais subsídios para que os alunos possam obter êxito na vida escolar, abrindo as portas para um caminho acadêmico. 
Por fim, mas não menos importante ferramenta para a garantia de bons resultados no ENEM, ou em outros vestibulares tradicionais, a famosa redação. Sabe aquela máxima: a prática faz a perfeição? A redação funciona dessa forma, pois só se aprende a escrever escrevendo; mas não apenas produzir, e sim a produção situando a correção com a devolutiva e a reescrita. Meu aluno deverá produzir, deverá saber quais competências não atingiu, assim como deverá receber essa avaliação e reescrevê-la. 

“As competências precisam ser vistas com o objetivo de formar pessoas conectadas com os fenômenos sociais.”

Dessa forma, competências e habilidades não se desenvolvem em apenas uma série nem mesmo em cursinhos que prometem o ENEM de forma milagrosa em seis meses. As competências precisam ser vistas com o objetivo de formar pessoas conectadas com os fenômenos sociais, capazes de se posicionarem criticamente, debaterem, analisarem e proporem resoluções. Tudo isso se faz na escola, um espaço de respeito e comprometimento com a família que, como sempre, procura qualidade, escolhendo a melhor que lhe transmitir segurança, carinho e cuidado para com seus filhos. O ENEM só coroa o fim da idade escolar e cada vez mais permeia esse festival de possibilidades.

 

Fonte: Revista EducarMais.