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09/12/16 12:01

EducarMais: O ensino sensível da matemática

O contraponto entre a teoria e a prática vivida na Educação sobre o desenvolvimento cognitivo lógico-matemático nas primeiras séries do Ensino Fundamental.

O ensino e a aprendizagem da Matemática no Ensino Fundamental, primordialmente do 1º ao 5º ano, parecem um pouco mistificados nos dias de hoje. Até sugere-se ser uma experiência traumatizante para as crianças que vão se envolver com o mundo dos números nessa fase de transição. Observamos, como educadores, que é preciso quebrar esse paradigma e aproximar ao máximo a teoria da prática dentro das salas de aula. Isso vale tanto para profissionais que atuam em sala de aula no ensino regular, quanto para aqueles que trabalham em clínicas ou instituições voltadas para a psicopedagogia. Os números, os jogos, as regras e o cognitivo lógico-matemático sempre estarão interligados e sempre será preciso que as crianças relacionem esses elementos.

Compreender o estudo da Matemática de modo sensível é o primeiro desafio do professor na sala de aula, assim como desmistificar completamente ou, ao menos, parcialmente essa matéria como impossível ou difícil de se aprender. É possível compreender a Matemática de uma maneira prática, completa e acessível, mas isso exige esforço dos docentes e dos alunos.

Para garantir o aprendizado dos alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, é fundamental que os educadores unam a sensibilidade ao embasamento teórico. Usar palavras corretas, conceitos aprofundados, demonstrar parceria com os alunos e interesse em auxiliá-los são táticas que podem cooperar para o processo de ensino-aprendizagem. Diante de tais práticas, se, ainda assim, forem identificadas características que sinalizam dificuldades no aprendizado, é momento de estabelecer parceria com outros profissionais especialistas para trocar técnicas de ensino visando a investigar e intervir nos métodos de ensino, garantindo a aprendizagem qualificada da Matemática.

Os jogos, as cores e as ações lúdicas e divertidas são sempre um bom caminho para o ensino das crianças. Todo jogo possui regras, o que possibilita à criança refletir sobre elas e aprender a lidar com a alegria ou a frustração. Essas ferramentas, quando bem utilizadas dentro do campo da educação, geram motivação nos alunos e promovem resultados positivos.

Tudo se inicia com a Educação Infantil. Se, desde pequeno, o aluno tiver acesso aos conceitos de numeração, sequência, seriação, regras e até operações simples, mesmo que de modo lúdico, é possível que ele chegue ao Ensino Fundamental com a cabeça mais aberta, disposta e preparada para entender os conceitos mais complexos da Matemática de modo pleno. Caso haja certa dificuldade, é preciso insistir, sem desistência, com diversidade de estratégias, até que haja um diagnóstico e um plano de ação para aquela lacuna. 

De acordo com o pesquisador Sergio Lorenzato, não seguir essa linha pedagógica é dar à criança um péssimo começo para o longo caminho da aprendizagem do importante significado que a Matemática terá em sua vida. Seria o mesmo que um pedreiro que se põe apressadamente a construir as paredes de uma casa sem ter preparado o alicerce.

Levar esses conceitos para vivência cotidiana requer trabalho, esforço, sensibilidade e algumas técnicas minuciosas que, a princípio, parecem complicadas, porém, quando se quer, é possível compreender e aplicá-los de um modo íntegro, verdadeiro e completo, para que as crianças possam receber os conteúdos gerando desenvolvimento em aprendizagem.

Respeitar os limites, os tempos e os espaços também faz parte desse processo de ensino-aprendizagem. Na Matemática, como em qualquer outra matéria, sabendo dosar os limites e características individuais, os gostos, as frustrações, as motivações e particularidades de cada aluno, é mais fácil auxiliar e, também, ensinar.

 

Fonte: Revista EducarMais.