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06/07/16 17:34

EducarMais: Longevidade e seres vivos

Estudos da Genética podem até ter avançado, mas a longevidade humana depende mais de fatores externos e da vontade de cada um do que de experimentos laboratoriais.

A longevidade é a duração longa da vida ou a maior duração de vida do que é ordinário; evolutivamente, é o tempo que duram as espécies nas épocas geológicas. As diversas espécies de seres vivos possuem uma longevidade máxima de vida, ou seja, um limite de sobrevivência, muito embora nem todos os indivíduos atinjam a idade máxima esperada ou ultrapassem-na. Verifica-se que, para cada espécie, há uma duração média de vida que difere em maior ou menor grau da longevidade humana.

A extensão máxima possível da vida humana é de 130 anos, o que, provavelmente, constitui o limite superior da longevidade humana (estudos garantem que esse número não se alterou ao longo dos tempos históricos). Quando se trata de outros organismos, a duração de vida altera consideravelmente. Os tempos de geração mais curtos – em torno de 10 minutos – estão entre os procariontes, entretanto ainda podem ocorrer tempos de geração entre 1 e 3 horas. Em seres vivos da ordem Ephemeroptera, há insetos nos quais a forma imago vive apenas poucos dias ou horas, a exemplo da libélula; no caso das formigas, os machos férteis vivem duas semanas, e as rainhas chegam aos 30 anos; os hamsters vivem apenas 4 anos; os gatos e os cães atingem 15 anos; a maioria dos tubarões pode chegar de 30 a 40 anos de vida; algumas espécies de papagaios podem atingir até 80 anos. Mas o símbolo de longevidade fica por conta das tartarugas, que são capazes de viver cerca de 180 anos. 

O Caenorhabditis elegans é um Nematoda que atinge a maturidade de 3 a 5 dias, com carga genética de 18 mil genes, muitos dos quais estão presentes em animais mais complexos, como os mamíferos. O C. elegans, em determinada pesquisa, foi submetido a uma mutação gênica de ponto, ou seja, uma mutação que pode ser mapeada em um locus específico. Nesse procedimento, biólogos pesquisadores introduziram uma mutação em um único gene, fazendo com que o organismo passasse a viver entre 6 e 9 meses. Tal experimento revelou que a Genética é essencial para a longevidade excepcional, ou seja, aquela que ultrapassa a idade máxima possível. 

Meio ambiente, escolaridade, estilo de vida, lazer, nutrição (a restrição calórica prolongada aumenta o período de vida e diminui o processo de envelhecimento), proteção familiar e efetividade dos sistemas de saúde exercem papel fundamental nesse processo quando praticados de maneira apropriada. Assim, conclui-se que o ser humano é capaz de retardar o processo de envelhecimento nos limites genéticos.

Percebe-se um aumento da longevidade humana em várias regiões do mundo. Atualmente, a expectativa de vida média do brasileiro é de 75 anos para os homens e 79 anos para as mulheres. O aumento da longevidade também está relacionado aos avanços na Medicina e na Biologia Molecular, incluindo o desenvolvimento de antibióticos, vacinas e modernos tratamentos de saúde.

A Biologia Molecular procura entender os diferentes processos relacionados com o controle gênico celular, pois as células humanas transportam genoma específico contendo cerca de 3,4 bilhões de pares de bases, embora o corpo humano seja composto por uma coleção de células de mais de 200 tipos diferentes, cada uma especializada em funções distintas, como memória, visão, coordenação, digestão e respiração. O genoma humano, composto por moléculas de DNA, contém os genes e as regiões promotoras com as informações necessárias às especializações celulares.

Enquanto os processos genéticos para o limite superior da longevidade humana são pesquisados, desafie-o, procurando um envelhecimento mais produtivo, identificando prioridades e estabelecendo limites, ensinando e aprendendo, nutrindo-se convenientemente, evitando estresse e dedicando-se ao lazer saudável, ao desenvolvimento espiritual, a práticas de exercícios e mesmo de caridade. Tornar-se senil, longevo, duradouro ou vivaz pode ser uma vantagem evolutiva em uma sociedade permeada por mudanças devido a uma maior capacidade de esses indivíduos se moldarem às alterações no hábitat e nos nichos ecológicos.


Fonte: Revista EducarMais.