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18/05/16 17:29

EducarMais: Educação e cultura caminham juntas no Colégio Parthenon

Desde a sua fundação, em 1979, o Colégio Parthenon, em Guarulhos – SP, vem investindo na formação humana de seus alunos por meio da inserção da cultura na escola.

EducarMais:
O Colégio Parthenon é um grande incentivador das artes. De que forma você acredita que isso contribui para o desenvolvimento dos discentes?

Eduardo de Oliveira: Nossa instituição acredita que uma sólida formação artística e cultural é de fundamental importância para o jovem do século XXI.  Só assim contribuímos para a sua relação com o mundo das imagens, das ideias e da inventividade. Quando formamos alunos competentes em construir sentidos para as diversas representações, estamos ampliando suas referências de leitura de mundo, tornando seus processos de criação mais potentes e significativos. Este olhar mais cuidadoso e integrador prepara e habilita suas escolhas presentes e futuras. Apostamos na formação de cidadãos mais felizes, participativos e dotados de capacidades de compreender seu tempo, além de combater as intolerâncias e as injustiças. 

EducarMais: O “Sebo Parthenon”, realizado pela biblioteca do Colégio, é uma iniciativa que visa promover o hábito da leitura e as atitudes sustentáveis por meio da troca de livros. Como surgiu essa ideia? Como se deu a receptividade de pais e alunos e quais foram os resultados obtidos com esse projeto? Você pode contar mais detalhes sobre essa realização?

Eduardo de Oliveira: A ideia do “Sebo Parthenon” foi inspirada em sebos convencionais, mas, como todas as atividades realizadas pela biblioteca, abrimos mão da necessidade do dinheiro com trocas no sistema “1 pra 1”. O Sebo Parthenon é uma atividade permanente, e está presente nas quatro bibliotecas do Colégio. Temos um bom envolvimento dos pais e dos alunos, que acontece em diferentes níveis, a depender de cada uma das ações promovidas. Além do sebo permanente, temos iniciativas como o “Sebo no Flipar” (Festival Literário realizado bienalmente) e o “Dia do Sebo”, mensal; este ano, iniciamos o “Sebo Especial de início de ano”. Em cada uma dessas ações, os livros são arrecadados previamente e disponibilizados para troca em dias posteriores. A maior delas é “Sebo no Flipar” que, em seu primeiro ano de realização (2013), chegou a arrecadar mais de 2 mil livros. Assim, como já mencionado, acreditamos que essa é uma ação fundamental, pois, além de incentivar a leitura e a realização de atitudes sustentáveis, possibilita que todos os envolvidos possam valorizar o resultado da ação, no caso, o acesso ao livro, independentemente de seu estado físico - atitude essencial para promoção da circulação do acervo da biblioteca.

EducarMais: Em 2015, os alunos da 2a e 3a séries do Ensino Médio participaram de um encontro com o escritor moçambicano Mia Couto, cuja obra Terra Sonâmbula é leitura obrigatória no vestibular da Unicamp. Você pode contar para a gente como foi essa experiência?

Eduardo de Oliveira: É óbvio que trazer para dentro do Colégio alguém que produz literatura com o quilate de Mia Couto nos encheu de orgulho. O autor é muito importante no contexto atual e é leitura exigida pela Unicamp, todavia o trabalho com as obras literárias não é somente pautado pelas listas obrigatórias de vestibulares. Nós nos preocupamos também com elas, dado que devemos dar conta de uma demanda externa e não podemos deixar de preparar os alunos para os exames externos.  Contudo, desejamos mais que cumprir listas. Nosso objetivo é promover o encontro com o livro desde as séries iniciais da Educação Infantil, e optamos, em nosso currículo, pelas obras clássicas da Literatura. Quando falamos em clássica, não nos referimos tão somente a um período literário, mas às obras que já se encontram nos cânones da crítica, e isso não tem a ver com tempo histórico, e sim com a qualidade da escrita. Desde muito cedo, nossos alunos entram em contato com obras que vão desde a Ilíada, de Homero, até Terra Sonâmbula, de Mia Couto. Preocupamo-nos, verdadeiramente, com a formação de leitores literários; tanto que, a cada dois anos, promovemos o Flipar, um Festival Literário em que os alunos podem apresentar os trabalhos de Literatura que produziram durante o trimestre. No evento, todos os segmentos de ensino têm a oportunidade de entrar em contato com importantes escritores do passado e da contemporaneidade. Os da contemporaneidade, muitas vezes, comparecem ao evento e podem propor dinâmicas para os alunos. É importante salientar que a vinda de Mia Couto ao Colégio já fazia parte de um projeto maior de formação de leitores, tanto que ele conversou com os alunos sobre o processo de criação literária e não somente sobre a obra Terra Sonâmbula. As visitas de autores só fazem sentido quando estão ligadas a um projeto consistente de formação de leitores.

EducarMais: Para 2016, o Parthenon firmou parceria com o Sistema Ari de Sá. O que o Colégio pretende alcançar com essa união?

Eduardo de Oliveira: Somos uma escola muito séria e comprometida com os projetos de vida de nossos alunos e percebemos que essa também é uma característica de origem do SAS. Por conta disso, temos certeza de que essa sinergia trará resultados positivos mútuos do ponto de vista institucional e tornará mais potente a aprendizagem dos nossos alunos e alunas.

EducarMais: Além dos projetos já comentados, você gostaria de destacar alguma outra ação ou diferencial do Parthenon?

Eduardo de Oliveira: Ultimamente, o Colégio Parthenon tem investido muito em novas tecnologias, especialmente em infraestrutura de rede e internet (para suportar os múltiplos acessos realizados por meio dos dispositivos que os próprios alunos e alunas trazem para a escola, como tablets, notebooks, smartphones), plataformas de ensino adaptativo (para personalizar a oferta e avaliação de conteúdos educacionais) e big data (que auxilia na tomada de decisões de caráter pedagógico). O Colégio Parthenon também mantém um Centro de Estudos (CEPAR) que já trouxe para Guarulhos importantes nomes da educação mundial, como Antoni Zabala, Délia Lerner, Juan Ignacio Pozzo, Patricia Sadowsky e Miguel Zabalza.

Outro projeto importante desenvolvido de forma permanente é a “Escola de Pais”, que promove encontros e congressos com especialistas para discutir temas do universo das diferentes faixas etárias (da Educação Infantil ao Ensino Médio). Mas, de todas as ações desenvolvidas pelo colégio, aquela que mais impacta positivamente a aprendizagem dos alunos e a que mais recebe investimento por parte da instituição é a valorização do trabalho de seus colaboradores, especialmente os professores e professoras. Proporcionar um ambiente de trabalho agradável, remunerar de forma justa, respeitar os direitos e investir permanentemente na formação profissional faz com que a rotatividade seja muito pequena, e isso fortalece o projeto pedagógico da escola.


Fonte: Revista EducarMais.