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10/05/16 12:10

EducarMais: A importância do estudo em casa para o aluno

Além de ensinar, o professor tem a função de orientar os alunos a estudarem fora da escola, pois isso permite que eles conheçam aquilo que está por vir e compreendam o que já foi ensinado.

É muito comum encontrarmos alunos que não têm o hábito de estudar diariamente, em horários estipulados. Há ainda aqueles que não têm a compreensão de que o estudo é uma atividade que também se faz quando se está em casa, no turno contrário ao da escola. É fundamental que o aluno possa ampliar a sua concepção de estudo, principalmente esforçando-se para entendê-lo como um processo que precisa ser sistematizado.

Este processo contaria com três etapas fundamentais para a sua realização plena:
1) a preparação para a aula (revisão);
2) a aula, propriamente dita;
3) a realização dos exercícios.

Participar da aula e fazer os exercícios em casa não é nenhuma novidade para qualquer aluno. Porém, ter que se preparar para a aula pode ser algo novo para alguns e, quem sabe, “o pulo do gato”!

Preparação para a aula (revisão)
Quando falamos em revisão, a primeira dúvida que pode vir à cabeça do aluno é: “tenho que me antecipar ao professor?”. Jamais! Cabe ao professor apresentar os conteúdos a serem trabalhados em sala. A revisão seria, nesse caso, a tarefa de relembrar a última aula dada e recuperar em sua mente aspectos relevantes do último encontro, que servirão de base indispensável para a compreensão do próximo. Lembremos que as aulas são organizadas em uma sequência lógica, definida previamente pela equipe pedagógica e pelos professores de tal forma que os conteúdos vão, naturalmente, tornando-se pressupostos para as aulas seguintes. Assim, ao fazer a revisão, o aluno estabelece os alicerces necessários para compreender a próxima aula.

Quando o professor diz ao aluno que a dificuldade que este tem em assimilar dado conteúdo é porque lhe falta base, ele está querendo afirmar que este aluno não deu conta de assuntos que ficaram para trás e que são indispensáveis para que ele possa avançar. É por isso que a revisão é fundamental para estabelecer as condições necessárias para a compreensão da aula seguinte.

O aconselhável é que a revisão seja feita na noite que antecede a aula, para os alunos que estudam pela manhã; para os alunos que estudam à tarde ou à noite, seria a última atividade de estudo antes de ir para a escola. De fato, a revisão é simples, bastante objetiva, uma vez que partimos do pressuposto de que o aluno já assistiu à aula e fez os exercícios necessários para a fixação do conteúdo. A questão fundamental é fazer a preparação para a próxima aula por meio de, por exemplo, uma releitura das anotações ou conclusão de algum exercício que ficou inacabado. O importante é entender que esse hábito de revisar irá garantir as condições mais favoráveis possíveis para compreensão dos novos conteúdos.

Aula
Muitos alunos, às vezes, alimentam a ideia de que há uma receita pronta e infalível de como conseguir aprender ou mesmo como gostar de assistir às aulas. Estudar exige muito trabalho e disciplina. É por isso que acreditamos que uma preparação tem papel preponderante para o êxito em sala de aula. A revisão representa para o estudo algo semelhante ao que o alongamento representa para as atividades físicas. Concluindo esta analogia, a ausência desse aquecimento pode comprometer a performance do atleta, inclusive colocando em risco o trabalho de anos de esforço e de dedicação. Quando o aluno procura, sistematicamente, fazer essa preparação, ele começa a sentir os resultados em sala. Problemas como preguiça, dispersão, conversas paralelas, entre outros, são amenizados com a revisão. 

Em sala de aula, o aluno precisa compreender que o professor é o especialista no assunto e que ele está preparado para, em uma curta carga horária, apresentar a essência do conteúdo proposto. Por isso, apresenta o indispensável, o fundamental para a compreensão do conteúdo. Nessa perspectiva, cabe ao aluno, ao final da explanação, já ter elaborado o seu roteiro (síntese, resumo, ideia principal). Aquele que o fizer, saberá como direcionar a sua leitura, poderá otimizar o seu tempo e chegará mais rápido às atividades e exercícios, que é a terceira etapa do processo de estudo.

Realização dos exercícios
Fazer atividades e exercícios é fundamental. Trata-se de aplicar, o mais rápido possível, os conteúdos que foram trabalhados em sala de aula, para garantir que essas informações possam deslocar-se da memória a curto prazo para as de médio e longo prazo. Não se pode perder tempo, pois, quanto mais tempo demorar para fazer as atividades, mais informações importantes podem se perder.

Outro aspecto também relevante sobre os exercícios é que, quanto maior for a quantidade de questões resolvidas, maior será a agilidade do aluno em resolver questões parecidas. Em uma avaliação, evidentemente, não haverá as mesmas questões estudadas, mas haverá questões muito similares e, neste caso, conhecer previamente o raciocínio, a lógica e o contexto facilitará muito a resolução. Em suma, o aluno estará aumentando seu repertório ao mesmo tempo em que acelera sua capacidade de responder às questões, o que é primordial para que ele consiga resolver, por exemplo, provas de vestibulares em tempo hábil.

Algumas dicas são válidas para ajudar a otimizar os estudos dos alunos. Confira!

• Organização do horário: oriente o aluno a tomar o horário de aula como referência para organizar seu horário de estudo em casa, pois fica mais fácil quando se estabelece essa relação escola-casa. Se houver cinco ou seis aulas por dia, por exemplo, o aluno deve estudá-las na íntegra. É claro que existirão disciplinas que precisarão de um pouco mais de tempo e outras que serão concluídas mais rápido, mas, com a prática, isso se torna um hábito, e o aluno consegue dar conta de todas as aulas, sem sacrifícios. 
• Local adequado: o aluno deve encontrar um lugar, de preferência, bem iluminado e arejado para estudar. Deve-se evitar estímulos (smartphone, tv, computador, música etc.) que possam tirar a sua concentração e prejudicar o seu desempenho.
• Do mais difícil para o mais fácil: o ideal é que o aluno comece sempre pela matéria mais difícil, já que está mais bem preparado para resolver problemas complexos. Caso ele tenha dificuldade com Matemática, por exemplo, se deixá-la sempre para o final, quando for estudá-la, já estará cansado, e o resultado não será satisfatório. É importante conscientizar o aluno de que ele pode até não gostar de certa disciplina por questões de afinidade ou habilidade, porém ela será necessária para que se possa avançar nos projetos escolares e até mesmo acadêmicos.
• Matérias intercaladas: sugira aos alunos que eles intercalem as matérias de acordo com o critério que acharem mais eficiente. Por exemplo, alternar matérias de Ciências Exatas com Ciências Humanas ou entre assuntos fáceis e difíceis. 
• Ter momentos de lazer: o lazer é indispensável e insubstituível. Encontrar tempo para a família, a espiritualidade, o esporte e o entretenimento é fundamental. São essas as verdadeiras fontes inesgotáveis de energia, alegria, entusiasmo e força para as batalhas do dia a dia.


Fonte: Revista EducarMais.